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Como a Slutty Vegan conquistou Danny Meyer

Em julho de 2018, em seu apartamento, Ashley 'Pinky' Cole começou a fazer hambúrgueres veganos e vender sob encomenda pelo Instagram.


Ela usaria a rede social e o boca a boca para promover a marca, então a ideia era que o sanduíche fosse descaradamente e indecentemente delicioso, além de "instamagrável". Estratégia indispensável para atrair também os não veganos.


Assim nascia a Slutty Vegan e em poucas semanas Pinky Cole estava tirando pedidos num food truck rodando pela cidade de Atlanta.


Começar uma conversa sobre comida vegana para pessoas que nunca haviam considerado essa opção, na comunidade de West End , em Atlanta - Geórgia, onde doenças como hipertensão, obesidade, alto colesterol são comuns, era a idéia principal de Pinky. O que ela não imaginava era que em outubro, no dia da inauguração do seu primeiro ponto físico, uma fila de fãs de mais de mil pessoas se formaria na porta!


Desde então já são 10 lojas e mais 10 planejadas para 2023.


Como isso é possível?


No ano passado Pinky levantou 25 milhões de dólares em apenas uma rodada de captação, um dos investidores é o Enlightened Hospitality Investments, fundo de Denny Meyer.




Pinky Cole, fundadora e CEO da Slutty Vegan. (Foto: STERLING PICS)

Quando o CEO do Shake Shack, (marca que faz parte do grupo) Randy Garutti mencionou a collab com a Slutty Vegan, a reação de Meyer foi "que diabos é isso?" Mas após ver as filas gigantes e Pinky em ação no dia do evento em Harlem, NY, ele ficou impressionado: “Eu nunca vi comida vegana apresentada numa forma tão divertida”.


Mas não foi só por causa dos fãs e das filas da Slutty Vegan que Danny Meyer topou o investimento. Os hambúrgueres "patties" dominaram o segmento global das carnes plant based desde 2021 por imitarem o gosto e a textura de carne, dando assim um sabor menos vegano aos sanduíches. A previsão de crescimento significativo atrai investidores.


O mercado avaliado em 2022 em USD$ 7.9 bilhões pode chegar em 2030 a USD$ 27.44 bilhões! Um crescimento espantoso segundo a Polaris Market Research, NY.


No Brasil o mercado vegano cresce cerca de 40% ao ano, isso inclui todo o mercado, não apenas alimentação.


“Por mais que a pessoa se alimente da carne animal, é mais fácil para ela trocar um sabonete do que trocar um bife no prato, então muitas pessoas começam a fazer essa transição através de suplementos, cosméticos e até medicamentos", disse Carina Zampini ,da Vegan Pharma.


Os "veganos flex" aqueles que praticam o semiveganismo contribuem muito com os números globais e de acordo com um estudo da Allied Market Research, o mercado vegano foi avaliado em USD$ 19,7 bilhões em 2020 e a expectativa é que cresça para mais de USD$ 36,3 bilhões até 2030.

Mas não é só de hambúrguer que vive a Slutty Vegan… eles tem uma marca de roupa e acessórios, fazem catering e alugam os foodtrucks para eventos.



Com o negócio dando tão certo, Pinky soube que teria que dar em troca tudo que recebeu, ela fundou então a Pinky Cole Foundation uma instituição que tem foco no empoderamento e na capacitação das gerações negras para vencer na vida financeiramente e na busca de seus sonhos de empreender. Através de acesso a programas educacionais promovendo o pensamento de liderança , eventos de networking e com a ajuda de parceiros da comunidade, a fundação quer ajudar a quebrar o ciclo da pobreza de gerações.



Aqui no Foodness acreditamos que negócios são feitos por pessoas e para pessoas, então admiramos demais quando existe esse entendimento de devolver pra comunidade e temos certeza que assim é muito mais fácil e prazeroso crescer!


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